Guia de Faturamento TISS 4.01 e Controle de Glosas
O que é o padrão TISS, como o TUSS estrutura cobranças, por que as operadoras glosam guias e o que sua clínica pode fazer hoje para reduzir devoluções.

O que é o TISS
O padrão TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar) foi instituído pela ANS para uniformizar a comunicação entre prestadores de serviço e operadoras de plano de saúde no Brasil. Hoje, a versão mais usada é a 4.01.00, que define o esquema XML, os tipos de guias (consulta, SP/SADT, internação, honorários, recurso de glosa) e as regras de envio do lote.
Todo lote de faturamento eletrônico precisa seguir o XSD oficial disponibilizado gratuitamente no portal da ANS. Sem isso, o XML é rejeitado já no recebimento pela operadora, antes mesmo de a equipe de auditoria olhar os procedimentos.
A tabela TUSS
A TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) é o vocabulário obrigatório que codifica procedimentos, medicamentos, materiais e diárias. Cada item cobrado no XML usa um código TUSS de 8 dígitos. Usar um código errado, desativado ou de uma tabela diferente é uma das principais causas de glosa técnica.
O AgendyMed mantém a tabela TUSS oficial e aplica fallback automático:
- Consultas eletivas são faturadas com o TUSS padrão configurado pela clínica.
- Procedimentos cadastrados no cadastro de procedimentos carregam seu TUSS específico.
- O Check-up de Faturamento alerta se algum item está sem código antes da geração do XML.
Por que as operadoras glosam
Os motivos mais frequentes na nossa base:
- Carteirinha do beneficiário ausente ou com dígito errado;
- Código TUSS divergente do contratualizado com a operadora;
- Número da guia / autorização não preenchido;
- CNES do prestador, CNPJ ou Registro ANS da operadora faltando;
- Hash MD5 do lote inválido ou ausente;
- Tag XML fora da ordem definida pelo XSD da ANS;
- Faturamento fora do período de competência aceito pela operadora.
Checklist antes de enviar o lote
XMLDSig e certificado A1: quando é obrigatório
Algumas operadoras (especialmente as que recebem o lote via webservice próprio em vez do portal da ANS) exigem que o XML seja assinado digitalmente usando o padrão XMLDSig com chave privada de um certificado ICP-Brasil A1 emitido em nome do CNPJ da clínica. A assinatura garante autenticidade e integridade do lote, e o backend valida a cadeia ICP-Brasil antes de aceitar.
No AgendyMed, basta carregar o .pfx e a senha na aba Certificado A1 em Faturamento de Convênios. O arquivo permanece apenas na sessão atual do navegador e a assinatura roda no momento do download — nada é gravado em banco.
Como o AgendyMed automatiza tudo isso
Geração TISS 4.01
XML estruturado conforme o schema oficial, com cabeçalho, beneficiário, procedimentos e epílogo com hash MD5.
Assinatura XMLDSig A1
Upload temporário do certificado, validação XSD da ANS e assinatura ICP-Brasil antes do download.
Check-up pré-envio
Bloqueia o lote se faltar CNES, código TUSS ou carteirinha — reduzindo glosa técnica antes que ela aconteça.
Conciliação de glosas
Registre valor recebido, glosado e motivo em cada guia para gerar relatórios e recursos de forma rastreável.
Conclusão
Faturar para convênio é menos sobre "preencher um formulário" e mais sobre seguir um protocolo técnico estrito da ANS. Quando a clínica adota TUSS correto, valida XSD antes do envio, e assina o lote com ICP-Brasil quando exigido, a glosa cai dramaticamente e o ciclo financeiro encurta.